Quanto realmente custa um funcionário para sua empresa?

Quanto realmente custa um funcionário para sua empresa?

Quanto realmente custa um funcionário para sua empresa? 1920 1080 cdmcontabilidade

A CDM Contabilidade aborda na coluna SAIBA MAIS dessa semana um texto bem esclarecedor sobre os custos relacionados a um funcionário. É importante que o empresário tenha um bom conhecimento sobre esse tema para facilitar a tomada de decisão na hora que for pensar em contratar. Vamos lá!

Como calcular o custo de um funcionário?

É muito importante o empresário ter a consciência dos encargos que uma folha de pagamento gera relativo a cada cargo que tem na empresa, pois pode haver diferenças entre eles. Os encargos, para se ter uma ideia podem somar até 3 vezes o salário que combinado com o colaborador.

A legislação brasileira, na intenção de sempre prover maior proteção ao trabalhador, pode encarecer a contratação. Os principais custos na hora de calcular são:

  • 13º salário;
  • férias (1/3 constitucional);
  • transporte ou ajuda de custo;
  • benefícios como plano de saúde (que você pode escolher pagar individualmente ou para a família — dependendo do que você negociar com a administradora);
  • seguro de vida;
  • possíveis faltas ou afastamentos por motivos de força maior;
  • horas extras (que podem ser incorporadas ao holerite e ao 13º);
  • contribuição previdenciária;
  • ajustes salariais de acordo com atualização anual;
  • possíveis alterações ou quebras de contrato.


Às vezes as empresas acham que contratar um estagiário é a melhor saída para reduzir custos, porém vale uma reflexão, pois trata-se de uma situação temporária e em pouco tempo, de acordo com a legislação vigente, terá que ser tomada a decisão de contratá-lo de vez, o que inevitavelmente contará com os mesmos gastos acima citado. Ou, pior dispensar o estagiário, sendo necessário contratar outra pessoa, perdendo o tempo de treinamento e, caso seja uma boa contratação perde-se a experiência do antigo estagiário que poderia ser promissor.

Custos com treinamentos, cursos e capacitação

Dependendo do porte da empresa e do treinamento dado aos colaboradores entrantes, é necessário calcular também o custo com qualificação. Se o funcionário permanecer na empresa por um tempo e empregar efetivamente os conhecimentos adquiridos em cursos de capacitação, atualização ou treinamentos, esse é um gasto teoricamente vantajoso.

Se nada disso ocorrer é seguramente um prejuízo, ou porque a pessoa não aprendeu e perdeu tempo de todos da empresa ou porque a pessoa saiu e levou o know-how adquirido para a concorrência.

Ainda nessa questão, podem entrar gastos com planos de carreira e promoções para reter esses talentos e não perder conhecimento ou vantagem competitiva no mercado.

Custos para selecionar candidatos

Independentemente do tamanho da sua empresa há gastos relativos à contratação de mão de obra, ou porque o empresário realiza por conta esse processo o que lhe custa dinheiro, tempo, eventualmente o custo de outras tarefas como prospecção, atendimento e outros, pois é necessário parar para analisar perfis, realizar entrevistas, publicar e selecionar anúncios de vagas.

Ou também pode ter gastos ao contratar uma empresa especializada para essa seleção (como uma agência de empregos ou de estágios) ou um profissional (um psicólogo ou consultor de RH, por exemplo). Nesse caso, para cada candidato, ainda que não selecionado, haverá um custo que não necessariamente trará retorno. E, se a empresa tiver dificuldades em encontrar logo o candidato ideal, esse gasto só aumenta.

Custos em caso de demissão

Em caso de rescisão, os custos podem subir de acordo com o tempo em que o trabalhador está na empresa. Antes de simplesmente demitir o colaborador é preciso calcular valores de:

  • aviso prévio, que gera mais 1/12 de férias e 1/12 do 13º (como se fosse mais um mês de salário normal);
  • pagamento do 13º proporcional;
  • terço constitucional de férias relativo ao período proporcional;
  • salário relativo aos dias em que o funcionário trabalhou;
  • multa sobre o fundo de garantia.

Por fim, há ainda de se pensar em riscos de processos trabalhistas. Por isso, manter uma boa conduta com os funcionários desde o princípio é essencial para garantir uma relação transparente, que não vá causar prejuízos no futuro.

Custos com benefícios

Outro ponto importante é os benefícios que serão oferecidos aos funcionários. A maioria dos empresários oferecem vale-alimentação, vale-transporte e plano de saúde a fim de motivar o colaborador a melhorar sua produtividade e, também, uma forma de reter talentos.

No caso do vale-transporte, o empregador deve arcar com, pelo menos, 94% do valor total que será gasto com passagens pelo funcionário. Mas nas faixas salariais mais baixas o valor pode chegar a 100%.

Já no caso do vale-alimentação, o valor é estipulado pelo sindicato da categoria onde 20% do valor é pago pelo funcionário.

O valor do plano de saúde depende da proposta da corretora contratada pela empresa. Destaca-se que os valores são reajustados anualmente, levando em consideração a inflação de itens médicos, média da faixa etária dos funcionários e índices de sinistralidade (quanto a corretora teve que gastar para arcar com os custos previstos no contrato).

Custos adicionais

Alguns custos adicionais devem ser incluídos para que o cálculo referente a cada contratação seja o mais preciso possível. Por exemplo, gastos com a fabricação de uniformes, custo do treinamento ou capacitação do funcionário entre outros.

Os encargos e alíquotas dependem do regime tributário da empresa?

Sim. No regime do Simples Nacional, por exemplo, as alíquotas são menores quando comparadas às outras categorias de empresas. Porém, esse valor varia de acordo com a natureza de cada negócio. Dessa forma, algumas organizações podem chegar a pagar até 20% de INSS e a alíquota RAT (responsável por financiar acidentes de trabalho).

Agora, no caso dos regimes Lucro Real e Presumido as alíquotas são semelhantes aos do Simples Nacional, porém, com o acréscimo da alíquota de terceiros, a qual é utilizada para financiar os programas do governo, como o SENAI, SESI etc.

Qual é a importância do cálculo de um funcionário?

Calcular corretamente o custo de um funcionário é fundamental para que sua despesa seja real nesse quesito e o empresário saiba muito bem o que representa a contratação ou não de um colaborador para que possa medir e calcular esse investimento. Ter todo conhecimento sobre os custos que um colaborador representa faz com que os empresários tomem uma decisão mais consciente e racional. E com conhecimento de todos os custos de um colaborador, diminui consideravelmente as chances de a sua empresa ter problemas com a Justiça do Trabalho, o que gera despesa extra e coloca em risco o próprio negócio.

Outro fato é que o governo tem aumentado a rigidez na fiscalização dos tributos. Portanto é possível afirmar que ter uma empresa legalizada é muito mais barato do que sonegar impostos.

Caso tenha mais alguma dúvida, entre em contato por telefone ou pelo nosso site que será um prazer te ajudar.