Senado aprova fim da escala 6×1: entenda o que muda para as empresas

Senado aprova fim da escala 6×1: entenda o que muda para as empresas

Última atualização em 16/10/2026 por CDM Contabilidade

A aprovação da PEC 221/2019 abre caminho para a redução da jornada semanal de trabalho, com dois dias de descanso remunerado e preservação salarial. Entenda os impactos e os próximos passos para as empresas.

Cúpula do Congresso Nacional, em Brasília

O Senado Federal aprovou, em 14 de outubro de 2026, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que estabelece mudanças importantes na jornada de trabalho no Brasil.

A proposta foi aprovada em dois turnos, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário, representando um avanço significativo na discussão sobre o fim da escala 6×1.

O texto prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, a garantia de dois dias de descanso remunerado e a manutenção dos salários.

Para as empresas, a mudança representa mais do que uma reorganização dos dias de trabalho. Ela exige atenção ao planejamento operacional, à gestão de pessoas e aos possíveis impactos financeiros.

O que foi aprovado pelo Senado?

A PEC 221/2019 estabelece três alterações centrais na organização da jornada de trabalho.

1. Jornada de 44 para 40 horas

A primeira é a redução do limite semanal de trabalho, atualmente fixado em 44 horas, para 40 horas.

2. Dois dias de descanso remunerado

A segunda é a garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, preferencialmente incluindo o domingo. Essa alteração modifica a lógica da escala 6×1, na qual o trabalhador normalmente exerce suas atividades durante seis dias e descansa um.

3. Preservação salarial

A terceira mudança é a preservação salarial. A redução da carga horária não poderá ser utilizada como justificativa para diminuir a remuneração dos trabalhadores.

Essas alterações deverão ser consideradas pelas empresas na organização de suas jornadas e na avaliação dos custos de manutenção das operações.

Quando as novas regras entram em vigor?

A implementação prevista na proposta ocorrerá de maneira gradual, permitindo que as empresas tenham um período de adaptação.

  • Primeira etapa: 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, a jornada máxima será reduzida de 44 para 42 horas semanais, com a garantia de dois dias de descanso remunerado.
  • Segunda etapa: após mais 12 meses, o limite semanal será reduzido definitivamente para 40 horas.

A aprovação pelo Senado não significa que as novas jornadas já estejam em vigor. A proposta ainda depende da promulgação pelo Congresso Nacional, etapa que formaliza sua incorporação à Constituição.

Martelo de juiz sobre a mesa, simbolizando a mudança na legislação trabalhista

Quais são os impactos para as empresas?

A redução da jornada de trabalho poderá produzir efeitos diferentes conforme o porte da empresa, o setor de atuação e a estrutura das equipes.

Negócios que dependem de atendimento contínuo, operações em turnos ou funcionamento durante finais de semana precisarão avaliar com atenção a distribuição das horas de trabalho.

Entre os principais pontos que merecem análise estão:

  • a reorganização das escalas;
  • o dimensionamento das equipes;
  • a necessidade de novas contratações;
  • os reflexos sobre a folha de pagamento.

A manutenção dos salários com uma jornada menor também exige atenção ao custo da hora trabalhada e à produtividade operacional.

Por isso, uma avaliação antecipada dos possíveis cenários pode ajudar a identificar ajustes necessários e evitar decisões precipitadas.

Como as empresas podem começar a se preparar?

Embora a implementação ainda dependa da promulgação da emenda constitucional, as empresas podem iniciar estudos internos para compreender os possíveis impactos da mudança.

Mapeie as jornadas atuais

O primeiro passo é mapear as jornadas atualmente praticadas, identificando setores, funções e operações que utilizam escalas de seis dias de trabalho.

Simule novos turnos

Em seguida, é importante simular diferentes configurações de turnos e avaliar como a redução da carga horária poderá afetar a continuidade das atividades.

Avalie os impactos financeiros

Também será necessário considerar eventuais impactos financeiros, incluindo a necessidade de redistribuição de tarefas, contratação de profissionais e revisão de processos.

Revise convenções e acordos coletivos

A análise das convenções coletivas e dos acordos aplicáveis a cada categoria profissional será igualmente importante durante o processo de adequação.

Mais do que uma questão administrativa, a mudança exige uma visão integrada entre gestão de pessoas, departamento pessoal, planejamento financeiro e estratégia empresarial.

Planejamento será fundamental para uma transição segura

A aprovação do fim da escala 6×1 representa uma mudança relevante no cenário trabalhista brasileiro.

Para as empresas, o principal desafio será conciliar as novas regras de jornada com a sustentabilidade financeira, a produtividade e a continuidade das operações.

Antecipar avaliações, acompanhar a regulamentação e buscar orientação especializada são medidas importantes para reduzir riscos e organizar a transição.

A CDM Contabilidade acompanha as mudanças na legislação e atua ao lado das empresas na interpretação de seus impactos, contribuindo para decisões mais seguras e um planejamento empresarial consistente.


Sua empresa já começou a avaliar os impactos da nova jornada de trabalho? Conte com a CDM para planejar os próximos passos.

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